Ostricultura
Ciclo reprodutivo
Os ovos depois de fecundados tornam-se larvas planctônicas e depois de um período de 15 dias procuram um substrato para se fixarem.
A partir daí, formam sua concha e crescem, permanecendo fixos por toda a vida.
Cerca de 1% chega a fase adulta.
Em condições naturais, uma fêmea de ostra pode colocar 200 milhões de ovos.
Produção
A principal espécie produzida é Crassostrea rhizophorae e Crassostrea gigas
Larvas:
-são colocados na densidade de 1500/L.
-e alimentadas com microalgas (Isochrysis galbana e Tetraselmis suecica), produzidas separadamente.
Após sofrerem metamorfose, e se assentarem com “spat”, elas podem ser coletadas em garrafas pet, pedaços de PVC, conchas.
A água é trocada a intervalos semanais e, após aproximadamente 6 semanas, os coletores com os spat aderidos são colocados fora em conteiners supridos com água do mar corrente.
Ostras adultas:
-são introduzidas em caixa de condicionamento, na densidade de 4/L.
Crescimento:
As pequenas ostras podem ser colocadas em lanternas. O tamanho da malha varia em função do tamanho das ostras que serão introduzidas. As ostras podem ser cultivadas em 3 etapas
Primeira etapa: Com malhas não superiores a 1 mm com ostras de 7 a 10 mm e, dependendo do tamanho do instrumento, pode haver de 10.000 a 20.000 ostras em uma lanterna berçário.
Segunda etapa: Pode-se utilizar malhas de rede de 5 mm para ostras juvenis que atingem um tamanho inferior a 4 cm em uma área de 3,5 cm2/ostra
Terceira etapa: A malha usada pode ser de 15 a 18 mm podendo-se colocar de 60 a 80 ostras por andar. Cada dúzia de ostras rende de R$3,00 a R$4,50.
As criações são próximas a costa, baías e enseadas.
Possuem fundo arenoso a lodoso.
A temperatura varia de 16 a 30°C.
E a salinidade varia de 30 a 36%
Os cultivos de ostras nativas no Norte e Nordeste se desenvolvem em regiões de mangue e na foz de alguns rios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário