Dimorfismo sexual: Fêmea tem a Gônada alaranjada e macho apresenta Gônada Clara ou acinzentada
Segue um resumo da matéria para vocês estudarem...
Mitilicultura
O mexilhão Perna perna é um molusco da classe bivalvia, que possui desenvolvimento indireto e se reproduz de forma sexuada.É um dos maiores mexilhões chegando a atingir 170 mm de comprimento, sua dieta é a base de planctívoro.
Provavelmente foi introduzido no Brasil incrustado nos cascos de navios negreiros.
Devido às suas condições oceanográficas propícias ao desenvolvimento do mexilhão, a mitilicultura no Estado de Santa Catarina se difundiu em praticamente todas as enseadas e baías e se tornou, na última década, o maior produtor de mexilhões da América Latina e responsável por 82% da produção nacional de mexilhões
O sistema de cultivo descrito abaixo foi baseado nos métodos do estado de Santa Catarina
São utilizadas 715 estruturas de cultivo do tipo long-lines ou espinhel, formado por um cabo de náilon com 100 metros de comprimento, ao longo do qual ficam amarradas as redes de cultivo, sendo estas redes dispostas a cada 0,5m de distância uma das outras. Toda a estrutura é suspensa por flutuadores (barris plásticos de 60 litros), ancorada pelas extremidades com âncoras de concreto (1,0ton) ou estacas de ferro fixadas no sedimento.
Os long-lines suportam em média 4,5 toneladas de mexilhões e estão fixados direcionando uma de suas extremidades para o mar aberto ou leste, de onde vem as ondas de maior intensidade no local e dispostos paralelamente entre si, a uma distância aproximada de 10 metros um do outro.
O cultivo inicia-se a partir de mexilhões jovens com cerca de 3,0cm de comprimento, coletados nos costões rochosos, sendo denominados de sementes. Estas são ensacadas em redes de algodão tubulares, com aproximadamente 10 cm de diâmetro e variando de 3 a 5 metros de comprimento, as redes de algodão são inseridas dentro de outra rede de náilon, estas técnicas denominam-se “Francês”.
A rede de algodão se decompõe rapidamente, porém num período suficiente para que os mexilhões contidos se fixem uns aos outros e em seguida à rede de náilon. Em poucas semanas os mexilhões transpassam também a rede de náilon e ficam dispostos externamente à estrutura, onde passam a se desenvolver até o momento da colheita.
Impacto ambiental
A mitilicultura é desenvolvida no ambiente natural, utilizando-se os recursos do meio, não sendo necessária energia exógena para a circulação de água, a retirada de resíduo ou uso de rações (Kautsky & Folke, 1990). Porém, toda esta produção de mexilhões e esta fauna associada interage com o meio e traz como conseqüência a mudança do aspecto do ambiente.
Os restos de estruturas de cultivo (redes, cabos e flutuadores), organismos mortos, durante o processamento do produto ou naturalmente, somando com a constante deposição de fezes e “pseudofezes” nas áreas constituem os rejeitos da atividade.
Outro impacto é o acumulo de conchas resultantes do beneficiamento da produção que, como no caso do parque aqüicola do Município de Penha, SC, pode somar até 12 toneladas por dia nos períodos de safra, tornando-se um resíduo, despejados sem critério ambiental, gerando problemas sanitários, paisagísticos e turísticos.
Impacto na saúde:
Há a possibilidade de uma toxinfecção humana através da ingestão de mexilhões contaminados por microorganismos patógenos
Impacto econômico
Por ser uma monocultura intensiva, a mitilicultura está potencialmente suscetível a infestações, como a que ocorre com um parasita da família Bucephalidae pertencente ao grupo das fascíolas (Trematoda-diginea), que utiliza os mexilhões como hospedeiro intermediário, desenvolvendo-se no manto deste molusco, reduzindo a produção de gametas e, conseqüentemente, reduzindo o lucro dos produtores, pois, o manto representa até 90% do peso do produto desconchado.
Cascos de navios, plataformas de petróleos, entre outros substratos consolidados disponíveis no ambiente marinho, podem ficar totalmente cobertos por mexilhões o que causa a corrosão dos metais e um aumento nos custos de manutenção.
Podem acarretar prejuízos às atividades marítimas.